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sexta-feira, 17 de maio de 2013

Timo Tolkki's Avalon - Discografia

Mais um Metal Opera para a conta surge no ano de 2013! Com toda certeza, sempre que um trabalho nessa configuração é anunciado, o público se remexe, quer saber quem são os músicos e a expectativa é sempre de um trabalho fenomenal, ainda mais quando temos verdadeiras obras-primas por aí como o Ayreon do holandês Arjen Anthony Lucassen ou o Avantasia do alemão Tobias Sammet (Edguy). Ou então até de um modo particular para os brasileiros, temos o Soulspell do Heleno Vale, que vem cada vez mais foda a cada álbum lançado, trazendo músicos com cada vez mais relevância internacional.
Mas no caso particular dessa postagem, o gestor é um cara que tem relevância no mundo do Metal melódico. Um dos ícones que ajudou a moldar o Power Metal, influenciando diversas bandas posteriores: o gordinho complicado do Timo Tolkki, fundador do Stratovarius. Ver que era ele a mente por trás do mais novo Metal Opera me impressionou, pois eu pensei que ele largaria de vez o Metal devido a diversos problemas, como o transtorno bipolar, o que levou inclusive ao fim do Symfonia (projeto que levava ao lado do Andre Matos (ex-Angra e Shaman). Mas não adianta, não é? O gordinho finlandês sempre volta. Sua paixão pela música é imensa, tá no sangue.
A ideia de um trabalho no modelo de Metal Opera veio para Timo Tolkki quando ele percebeu que era algo fascinante, que abria possibilidades e histórias sem limites musicalmente. Com isso, o guitarrista não tardou a pôr a mão na massa e seguir seu desejo. E assim, nasce no ano de 2012 o projeto Timo Tolkki's Avalon!
O line-up fixo se fechou com Timo Tolkki na guitarra e baixo, Alex Holzwarth (Rhapsody of Fire) na bateria, e três tecladistas: Mikko Härkin (Cain's Offering, ex-Sonata Arctica), Jens Johansson (Stratovarius) e Derek Sherinian (Planet X, ex-Dream Theater). Com três tecladistas dá pra imaginar um trabalho realmente épico e sinfônico.
Já em 2013, os nomes de alguns vocalistas para o debut foram divulgados, e duas singles foram lançadas: "Enshrined In My Memory" e "A World Without Us", que demonstraram um típico Power Metal.
Engraçado é que quando Tobias Sammet soube do projeto de Tolkki, ele desacreditou e respondeu com sarcasmo, até com razão: "Uau, temos alguém extraordinariamente criativo aqui: o nome do projeto, os convidados, o timing... Que coincidência engraçada, não é? Mas tem surgido vários Metal Operas, especialmente depois do Avantasia. Isso é negócio...". Se pensar bem, Tobias não está completamente errado, mas ele tem que se orgulhar por ter engrenado o estilo Metal Opera, com um belo empurrão do Arjen Lucassen, que ressuscitou tal configuração.
Contudo, um tempo depois, Tobias se explicou de uma forma mais racional, dizendo que existem vários Metal Operas por aí e que ele tem que lidar com isso de forma tranquila, pois se algo é bem-sucedido ou até mesmo mau-sucedido, inspira outras pessoas. Se impressionou por ser Timo Tolkki o inspirado dessa vez, elogiou-o e desejou o melhor. Mas o Tolkki respondeu de forma defensiva: "Ninguém é dono de uma franquia de Metal Operas, que não é de fato um formato operístico, porque ele não tem qualquer diálogo real entre os cantores." É, rapaz, tiro lá e cá, hahaha!
Mas o projeto seguiu de forma tranquila, e no dia 17 de maio de 2013, o resultado final dos meses de trabalho é lançado, intitulado "The Land of New Hope". De primeira, o que chama atenção são os vocalistas convidados, que são fodas: Russell Allen (Symphony X, Adrenaline Mob), Michael Kiske (Unisonic, ex-Helloween), Rob Rock (Driver, Impellitteri), Sharon den Adel (Within Temptation), Tony Kakko (Sonata Arctica) e a gostosa da Elize Ryd (Amaranthe). Eu realmente esperava que Andre Matos pintasse na área, ou então o Jørn Lande (Jorn, Masterplan), que é praticamente peça obrigatória em qualquer Metal Opera, e admito que fiquei decepcionado de ver o Michael Kiske. Tenho todo o respeito por esse ícone do Metal Melódico, mas ao meu ver, já deu no saco. Mas sobre o Andre, se pensar bem, eles terminaram o Symfonia brigados, então não rolaria... enfim, o disco saiu!
Eu vou ser bem sincero para vocês: o disco não é ruim. Ele é muito bom! Todas as músicas são ótimas, muito agradáveis, contando com excelente performance de todos os envolvidos. As baladas "In The Name of The Rose" e "I'll Sing You Home" são lindas, auxiliadas pelas belíssimas vozes da Sharon e da Elize (que curto ela assim, em participações especiais, tipo no Dragonland, e não no Amaranthe) e outras faixas como "A World Without Us", "We Will Find A Way", "Shine" e "The Land of New Hope" são fodas, com refrões melódicos e apelativos. Entretanto, se você esperava um álbum bombástico, épico, cheio de sinfonias, orquestras, coros... quebrou a cara. Trata-se de um típico Power Metal com passagens sinfônicas aqui e ali, que não trás nada de novo e apenas faz o dever de casa. Ele chega a relembrar em flashes distantes o Avantasia ou o Stratovarius nos primeiros álbuns, tipo o "Destiny" de 1998. De fato, isso não ofusca de modo algum a beleza desse trabalho e de seus músicos ou a competência de Timo Tolkki, que se mantém executando solos quase mirabolantes, rápidos, escalados, cheios de técnica e perícia. Tanto que eu estou ouvindo o álbum várias vezes, e tenho como uma das minhas músicas preferidas a faixa-título, que fecha o disco com chave de ouro banhada em feeling, devido aos vocais de Michael Kiske cheios de melodias e os solos profundos e arrastados de Tolkki. Uma épica de 8 minutos das fodas.
Então esse é o resultado do primeiro trabalho de Timo Tolkki no mundo do Metal Opera. Eu realmente espero que seja o primeiro de muitos, pois a tendência é sempre melhorar, ainda mais com músicos fantásticos como ele. Nos meus comentários, exponho minha visão pessoal sobre o trabalho, sendo vocês livres para concordar ou discordar. Sempre lembrando que eu não estou dizendo que o trabalho seja ruim, mas que de certo quem criou expectativa demais e esperou um álbum bombástico, não vai ser correspondido. Mas é um disco que pode ser baixado sem medo e ouvido por várias e várias vezes porque é ótimo, ainda mais pra quem é fã da vertente. Torçamos para que Tolkki não pare no meio do caminho. Ele tem capacidade para contribuir muito mais, agora com Metal Operas!


 The Land of New Hope (2013)

01 - Avalanche Anthem
02 - A World Without Us
03 - Enshrined In My Memory
04 - In The Name of The Rose
05 - We Will Find A Way
06 - Shine
07 - The Magic of The Night
08 - To The Edge of The Earth
09 - I'll Sing You Home
10 - The Land of New Hope


quinta-feira, 16 de maio de 2013

Northsong - Discografia

Aqui vai um som um tanto diferente, mais à parte do que a maioria costuma ouvir, escondido sob camadas e camadas de mainstream, no subsolo do Metal. O underground tem coisa boa pra caralho, e esse aqui é mais um desses casos. O Northsong é viajante, perfeito pra quem gosta de música principalmente ambiental e atmosférica, à base de teclados, guitarras, cellos, instrumentos folclóricos, vocais guturais e limpos em ritmo de clamor viking, e tudo mais. Talvez uma boa referência para se ter uma ideia de como esse projeto soa seja o álbum "Anthems To The Welkin At Dusk" do Emperor, de 1997, por exemplo, só que de uma forma por vezes um pouco mais tranquila e mais profunda, daquelas que tocam o coração, principalmente se você estiver ouvindo num fim de tarde (pelo menos comigo o fim da tarde tem um belo efeito se acompanhado por determinados tipos de música).
Esse belo projeto de Viking/Folk Metal atmosférico foi fundado no ano de 2010 pelo multi-instrumentista estadunidense Cortland Runyon (que atualmente reside em Bloomington, Illinois), um admirador da Mitologia Nórdica e cultura viking. Sim, ele leva a banda completamente sozinho, compondo todas as faixas e tocando todos os instrumentos. Os primeiros passos do projeto Northsong começaram a ser dados ainda antes de sua fundação oficial, quando Cortland, de modo descompromissado, compôs e gravou a sua primeira demo contendo uma faixa intitulada "Mountains of Madness", que foi muito bem elogiada pelos amigos. Após um tempo, com os elogios servindo de convencimento, ele oficialmente fundou esse projeto e seguiu escrevendo mais materiais que seguissem exatamente a linha da demo e de seus interesses históricos pessoais: algo mais na linha do Viking Metal, do Folk, ambiental.
Com o tempo passando e seu foco centrado no projeto, já em 2011, Cortland já contava com músicas suficientes para gravar e lançar um compacto. Foi assim que o excelente EP "Winter's Dominion" veio à tona, contando com seis faixas, sendo a última um cover da canção "Let Death Be Our Pride", originalmente do Windrider, uma grande inspiração para o músico. O trabalho, apesar de ser apenas o primeiro passo do talentoso estadunidense, é agradável pra caralho de se ouvir, ao mesmo tempo que tem aquela bela dose de agressividade, exatamente o que viria a ser ainda melhor desenvolvido no álbum debut. As resenhas vieram positivas, engrenando os ânimos de Cortland e deixando-o confiante para desenvolver seu primeiro álbum "full-length".
No dia 9 de abril de 2013, o resultado do trabalho guerreiro (de modo ambíguo, seja por ser Viking Metal, seja por levá-lo sozinho) encontra a luz. O debut é intitulado "The Final Journey", e é realmente foda. O disco desenvolve de modo espetacular aquilo que já havia sido feito em "Winter's Dominion", contando com diferentes sensações ao longo do disco, desde faixas mais dopantes até faixas mais agressivas, mas sob a mesma atmosfera folclórica, épica, escandinava. A trilogia "The Final Journey" (primeira, segunda e última faixas) é foda, te fazendo fechar os olhos e se sentir um guerreiro sob uma armadura, ou em terras gélidas na presença de seus companheiros, seja numa taberna cantando, seja indo à batalha... Sensação parecida também é propiciada por músicas como "Northern Blood" (com seu coro épico) ou "The River" (com seu instrumental maravilhoso). Faixas agressivas, mais próximas do Black Metal e acompanhadas de vocais guturais rasgados e fechados, também marcam presença, como em "Yggdrasil", "Trolls" ou "Nomad".
Rapaz, apesar das tentativas de descrição sentimental que fiz sobre a sonoridade do Northsong, eu ainda não consegui expressar com exatidão o sentimento que me dá ao ouvir algo tão impactante, tão brisante. Chega a me dar um sentimento de nostalgia, sendo que eu não tenho nada para "nostalgiar" nesse sentido. É quase indescritível, uma mistura de sentimentos que só quem ouvir vai entender, e até ter sentimentos diferentes dos meus. A verdade é que esse trabalho é foda, indicadíssimo para quem curte a vertente, que abrange bandas como Ensiferum, Equilibrium, Wintersun, Finntroll, Windir, Windrider, Korpiklaani, dentre outras. É um trabalho peculiar, e que pode vir a crescer e nos presentear com trabalhos cada vez melhores e mais apaixonantes!


 Winter's Dominion (EP) (2011)

01 - Prelude
02 - Mountains of Madness
03 - Heathen War
04 - Desperation
05 - Winter's Dominion
06 - Let Death Be Our Pride (Windrider Cover)


 The Final Journey (2013)

01 - The Final Journey - Pt. I
02 - The Final Journey - Pt. II
03 - Nomad
04 - Yggdrasil
05 - Northern Blood
06 - Trolls
07 - The River
08 - Mímisbrunnr
09 - The Final Journey - Pt. III


Burning Rain - Epic Obsession (2013)

Banda: Burning Rain
Álbum: Epic Obsession
Ano: 2013
Gênero: Hard Rock
País: Estados Unidos
Membros: Keith St. John (vocal), Doug Aldrich (guitarras), Ian Mayo (baixo) e Alex Makarovich (bateria).

01 - Sweet Little Baby Thing
02 - The Cure
03 - Till You Die
04 - Heaven Gets Me By
05 - Pray Out Loud
06 - Our Time Is Gonna Come
07 - Too Hard To Break
08 - My Lust Your Fate
09 - Made For Your Heart
10 - Ride The Monkey
11 - Out In The Cold Again
12 - When Can I Believe In Love?
13 - Kashmir (Bonus Track)
14 - Heaven Gets Me By (Acoustic Version) (Bonus Track)

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quarta-feira, 15 de maio de 2013

Nazareth - Hard 'N' Heavy (Compilation) - 2013

Banda: Nazareth
Álbum: Hard 'N' Heavy (Compilation)
Ano: 2013
Gênero: Hard Rock
País: Escócia
Membros atuais: Dan McCafferty (vocal), Pete Agnew (baixo), Jimmy Murrison (guitarra) e Lee Agnew (bateria).

01 - Telegram
02 - Razamanaz
03 - Beggars Day – Rose In The Heather
04 - Hit The Fan
05 - Hair Of The Dog
06 - No Mean City (Parts 1 & 2)
07 - Go Down Fighting
08 - Changin’ Times
09 - Night Woman
10 - Expect No Mercy
11 - Road Trip
12 - Light Comes Down
13 - Too Bad Too Sad
14 - This Flight Tonight
15 - Silver Dollar Forger
16 - Right Between The Eyes
17 - This Month’s Messiah
18 - The Gathering

terça-feira, 14 de maio de 2013

Pellek - Ocean of Opportunity (2013)

Banda: Pellek
Álbum: Ocean of Opportunity
Ano: 2013
Gênero: Symphonic Power/Progressive Metal
País: Noruega
Membros: Pellek (vocal e teclados), Patrick Fallang (guitarra), Ingemar Bru (baixo) e Stian Andrè Braathen (bateria).

Essa é do caralho! É com uma satisfação enorme que estou postando esse lançamento do fantástico Pellek, vocalista norueguês da banda britânica Damnation Angels, de Symphonic Power/Progressive Metal. Eu sou fã demais desse cara que tem talento transbordando por suas cordas vocais, e digo sem exageros. Pellek é um grande vocalista, com uma voz linda e limpa, capaz de alcançar altos tons com facilidade e com um charmoso grave, além de um estilo todo próprio de utilizar sua voz. Se lerem as biografias do Damnation Angels e solo, eu dou uns detalhes sobre ele, é bem interessante.
Mas cá o que interessa: seu novo álbum solo "Ocean of Opportunity", o segundo. O primeiro e fantástico "Bag of Tricks" foi lançado ano passado e merece uma bela ouvida, pois todas as pessoas que eu apresentei gostaram e algumas até viciaram e se tornaram fãs do norueguês. Me faltam palavras para descrever o quão fã eu sou desse cara!
Após um ano e meio de estudos sobre as culturas do mundo e os oceanos, composições e gravações, e dessa vez com uma banda inteira (não apenas o Pellek), mais um brilhante álbum (conceitual) vem à luz! Após gravar um álbum tão fantástico quanto o "Bag of Tricks", a expectativa para o "Ocean of Opportunity" foi grande de minha parte, ainda mais pelo fato de que ele não vazou antes do lançamento, mas finalmente pude obtê-lo!
O álbum segue os mesmos moldes de seu antecessor no que diz respeito ao lado sinfônico. Continua forte, continua épico, continua envolvente. Contudo, a diferença entre ambos está principalmente no peso: nesse aqui, o peso das guitarras se faz muito mais presente, as músicas estão mais pegadas, mais corridas. Notavelmente um álbum mais pesado, o que vai numa direção um pouquinho diferente do anterior, que, por sua vez, é mais melódico, com lindas músicas baladas compondo quase metade do disco e uma bela exploração dos tons mais graves do vocalista. Entretanto, apesar de "pondo na ponta do lápis" ficar parecendo que a diferença é grande, na verdade, ela não é tanta assim. É apenas um detalhe, pois de uma perspectiva geral, os dois álbuns são parecidos por conta da mesma atmosfera. Aqui, Pellek faz muito mais uso dos tons mais agudos, se aproximando mais do que é executado nos refrões Damnation Angels, principalmente. Os solos estão sempre presentes, de grudar na cabeça, com excelente técnica.
Enfim, é um disco que vale e muito a pena ouvir. Acredito que a carreira solo do Pellek é tão fantástica que agrada tanto a gregos quanto a troianos... a qualquer ouvinte! O disco está tão foda que eu ouvi ele duas vezes seguidas, e só não repeti uma terceira pois tinha compromisso. Podem baixar sem medo os dois discos!

01 - Elucidation
02 - Northern Wayfarer
03 - Sea of Okhotsk
04 - Brigantine of Tranquility
05 - God's Pocket
06 - Stars and Bullet Holes
07 - Sky Odyssey
08 - Transmigration
09 - The Last Journey

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Vulcano - Discografia

Essa é uma banda cheia de glória, cheia de história, e cheia de orgulho. Uma banda vinda dos primórdios do Metal no Brasil, desde antes mesmo de ser possível imaginar que era possível tocar música de tal forma: extrema, violenta, seca, raivosa. Eram tempos negros na história brasileira, onde a Ditadura Militar imperava sem dó nem piedade, controlando tudo no país, inclusive a mídia fonográfica. Enquanto o Heavy Metal explodia no resto do mundo, principalmente na Europa e Estados Unidos, no Brasil a carroça ia de ré, dificultando o conhecimento e propagação de bandas como AC/DC, Iron Maiden, Judas Priest, e afins. Mas sempre existiram aqueles que acabam por conhecer algo mais, digamos, "raro", se inspiram, e desejam fazer igual. É aí que os amigos Zhema Rodero, Paulo Magrão e Carli Cooper decidiram criar uma banda que seguisse essa linha ainda durante o período da ditadura, em 1981, quando a Nova Onda do Heavy Metal Britânico estava em ascensão, e a música tocada de forma extrema estava começando a dar seus primeiros passos, com bandas como Venom, por exemplo, dando origem ao Death Metal e Black Metal. Foi assim que o Vulcano surgiu em Santos, São Paulo. Orgulhosamente considerada a primeira banda de Metal Extremo do Brasil, e possivelmente a primeira da América Latina.
Fechando a formação com Genne no vocal, Paulo Magrão e Marcelo nas guitarras, Zhema Rodero no baixo e José Piloni nas baquetas, o primeiro trabalho lançado pelos caras, com todas as dificuldades do mundo, foi o EP "Om Pushne Namah", de 1983. O compacto contém quatro faixas cantadas em português mesmo, onde é apresentado um Heavy Metal arcaico e sem firulas, com ótimos solos. De algum modo, chegam até a lembrar o Barão Vermelho, Ultraje A Rigor, ou talvez o Salário Mínimo, ou bandas nacionais da linha.
A dificuldade não se encontra apenas em meios de gravar seu material, mas também em questão de estabilidade do line-up. Em 1984, metade da formação já havia se modificado, com os dois guitarristas saindo e entrando apenas X-Remainder, e o vocal também mudando, sendo agora o Angel, portador de uma voz mais agressiva, reflexo da futura proposta sonora da banda. Com isso, sai naquele ano a demo "Devil On My Roof", com uma inovação logo de cara: agora as letras são em inglês. O resto é perceptível ao ouvir: houve a mudança de sonoridade para um Heavy Metal mais pesado, beirando o Thrash Metal e o Death Metal, principalmente em função do vocal do Angel que é violento, furioso.
De modo progressivo, o Vulcano foi ganhando repercussão, mas de modo humilde. Shows começaram a ser feitos, mas muito pelo interior de São Paulo, dificilmente adentrando a capital. Mas com a boa recepção do público pelos locais onde passavam, acabaram por, mesmo sem um álbum gravado, lançar um disco ao vivo em 1985 intitulado "Live!", gravado na cidade de Americana. Aqui a formação havia se alterado novamente, pois X-Remainder deixou seu cargo de guitarrista, cedendo para Zé Flávio e Soto Jr., além das baquetas terem ficado agora por conta de Laudir Piloni. Mas esse não é apenas mais um disco ao vivo dentre muitos no mundo. Esse tem marco histórico: foi o primeiro trabalho de Metal ao vivo lançado no Brasil. Ele não recebeu qualquer tipo de mixagem, e a performance dos músicos é ótima.
Mesmo durante o período negro da Ditadura Militar, a banda conseguiu dar seu jeito de sobreviver e conseguir alguma repercussão. Mas agora a coisa já estava mais livre: a democracia abraçou a nação, o Rock In Rio surgiu, e o Rock e o Metal começaram a bombardear com mais intensidade os ouvidos dos brasileiros. A coisa ficou mais acolhedora. Os rapazes acabaram por assinar com a Rock Brigade Records, desembocando no lançamento de seu primeiro debut em 1986, intitulado "Bloody Vengeance". O disco é uma verdadeira amostra do que o Vulcano viria a fazer em basicamente todos os seus álbuns posteriores: uma sonoridade obscura, porradeira, e podre, no sentido positivo da palavra. Esse tipo de sonoridade underground e fechada é aparentemente um grande orgulho da banda, o que os faz preservar esse lado mesmo nos lançamentos recentes, propiciando prazer aos ouvidos dos ouvintes mais conservadores.
Para os próximos trabalhos, mais mudanças na formação: os guitarristas Zé Flávio e Soto Jr. saíram, mas foi o baixista Fernando Levine que entrou, fazendo com que Zhema Rodero se movesse para a guitarra. As mudanças se estenderam até as baquetas, com a saída de Laudir Piloni para a chegada de Arthur Von Barbarian. Com a nova configuração, numa paulada só, com a mesma sonoridade e as mesmas letras sobre ocultismo, vieram em sequência os álbuns "Anthropology" em 1987 e "Who Are The True?" em 1988, sequência tal que ia completamente contra a maré da mídia, que apresentava músicas mais "light", o que pode ter feito o conjunto desanimar, por terem esperança de ganhar maior repercussão.
No ano seguinte, o guitarrista Soto Jr. retorna ao Vulcano, tornando-o um quinteto novamente, e lançam o último álbum antes de um longo hiato: "Ratrace", em 1990. Durante o resto da década de 90, as atividades da banda foram praticamente nulas, se reduzindo a shows aqui ou ali. O que houve mesmo de relevante foi o fato da clássica Cogumelo Records ter relançado os discos nesse meio tempo, além do fato de terem feito parte de uma coletânea da gravadora lançada em 2000, onde a música "Bloody Vengeance" fora incluída.
No novo milênio, o grupo dá sinais de volta à ativa, mas acabam por sofrerem um terrível baque com a morte do guitarrista Soto Jr., devido a pressão alta. Isso pode ter atrasado os passos da banda, mas não os fez desistir de trilhar a estrada.
A volta por cima veio em 2004, quando lançaram o brutal álbum "Tales From The Black Book", dessa vez com Zhema Rodero de volta à posição de baixista e os novos membros Andre Martins e Cláudio Passamani nas guitarras. Aqui se segue aquilo que falei: a essência underground continua viva na banda, com um belo som sujo que vai contra a "limpeza" das bandas que invadiam a cena desde os anos 90.
Em 2006, o split "Thunder Metal" foi lançado ao lado do Nifelheim, banda de Black/Thrash Metal da Suécia. Eu acho muito interessante essa parceria que atravessa o Oceano Atlântico. Mas nesse ano, novamente ocorre instabilidade no line-up: o baixista Zhema Rodero volta à guitarra, ao lado de Fernando Nonath, novo guitarrista; Carlos Diaz ocupa o contrabaixo e VX é o novo baterista.
O sexto e excelente álbum de estúdio do Vulcano só veio a ser lançado em 2009, recebendo o título "Five Skulls and Once Chalice", milagrosamente sob a mesma formação. Mas claro, nem tudo seria mil maravilhas, pois já no ano seguinte, o símbolo e membro de longa data da banda deixa seu posto. Infelizmente, estamos falando do vocalista Angel. Junto com ele vai meia-formação, só restando.
Contudo, desistir não é uma opção. Zhema Rodero levou a banda ao lado do baterista Arthur Von Barbarian que já acompanha a banda há anos, e seguiram em frente, chamando apenas Luiz Carlos Louzada para sentar no trono deixado vazio por Angel. Cuidando do baixo e da guitarra, em 2011 o ótimo álbum "Drowning In Blood" é lançado.
Com menos membros na banda, e esses mais dedicados, ficou mais tranquilo manter a formação estável, alcançado até os dias de hoje. O disco mais recente nas prateleiras é o fodástico "The Man The Key The Beast", de abril de 2013.
Então cá está a discografia de uma banda que é um verdadeiro marco na história da Música Extrema brasileira. Uma banda que ousou fazer diferente quando todos seguiam linha oposta, e lutou pra que tudo desse certo, resultando em vários discos lançados, retratando, principalmente, seu orgulho e devoção pela atmosfera mais antiga, mais conservadora. Tudo bem que o Sepultura foi formado em 1984, portanto, durante os tempos difíceis da ditadura e também foram contra a maré, protagonizando importantemente o teatro do Metal no Brasil, mas o Vulcano veio ainda antes, e injustamente, teve menos repercussão, mas maior apegação às suas origens.


 Om Pushne Namah (EP) (1983)

01 - Cidade dos Porcos
02 - Besta Cibernética
03 - Santos City
04 - Perdido, Achado e Regenerado


 Devil On My Roof (Demo) (1984)

01 - Witches' Sabbath
02 - Devil On My Roof
03 - The Signals
04 - Fallen Angel
05 - Prisoner From Beyond
06 - Ready To Explode


 Live! (Live) (1985)

01 - Witches' Sabbath
02 - Prisoners From Beyond
03 - Fallen Angel
04 - Riding In Hell
05 - The Signals
06 - Guerreiros de Satã
07 - Devil On My Roof
08 - Total Destruição
09 - Legiões Satânicas
10 - Land of Misery
11 - Tears of Truth
12 - Shadow In The Mirror


 Bloody Vengeance (1986)

01 - Dominios of Death
02 - Spirits of Evil
03 - Ready To Explode
04 - Holocaust
05 - Incubus
06 - Death Metal
07 - Voices From Hell
08 - Bloody Vengeance


 Anthropophagy (1987)

01 - Red Death
02 - Death Angel's Armies
03 - Brainwash
04 - F.T.W. (Fuck The War)
05 - Fallen Angel
06 - Anthropophagy
07 - Anyone Can Kill
08 - Stirring
09 - (Am I Crazy?)
10 - Megathrash
11 - Upright


 Who Are The True? (1988)

01 - The Next
02 - Who Are The True?
03 - Different Lands
04 - Fuck Them
05 - Witches' Sabbath (1985 Version)
06 - Never More
07 - Flies Around The Shit
08 - Do You Remember?
09 - Hercobulus


 Ratrace (1990)

01 - White Violence
02 - Last Day
03 - Blind Scince
04 - Welcome To The Army
05 - Time To Change
06 - Ratrace
07 - The Lungs of The Earth
08 - Just A Matter of Time
09 - In The Mirror


 Tales From The Black Book (2004)

01 - Gates of Iron
02 - The Bells of Death
03 - Priestes of Bacchus
04 - From The Black Metal Book
05 - Devote To The Devil
06 - Fall of The Corpse
07 - Face of The Terror
08 - Guerreiros de Satã
09 - Troubled Mind
10 - The Sign Carved On The Door
11 - Obscure Soldiers
12 - Total Destruição
13 - Bestial Insane


 Thunder Metal (Split) (2006)

01 - Nifelheim: Sepulchral Fornication
02 - Nifelheim: Raging Flames
03 - Vulcano: The Evil Always Return
04 - Vulcano: Suffered Souls
05 - Nifelheim: Insulter of Jesus Christ (Damnation Cover)


 Five Skulls and One Chalice (2009)

01 - Messenger From Hell
02 - Hide Your Hate
03 - The Harvest
04 - Holocaust (The Second Assault)
05 - Five Skulls and One Chalice
06 - Witchcraft Act
07 - The Seventh Seal
08 - Minister
09 - Steed of Steel
10 - Riding In Hell
11 - Legiões Satânicas


 Drowning In Blood (2011)

01 - Awash In Blood
02 - Devil's Forces
03 - Total Desolation
04 - Prison In The Hexagon
05 - 100 & 50
06 - Zodiac Attack
07 - They Sold Their Souls
08 - Chapel On Fire
09 - Come To The Carnage
10 - Infamous Poet
11 - The Evil Always Returns

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 The Man The Key The Beast (2013)

01 - Aninhilate All of Them
02 - No Mercy For Fucking Traitors
03 - Church At A Crossroad
04 - You Have Been Warned
05 - Blood and Champagne
06 - The Man The Key The Beast
07 - Dead Water
08 - The Wizard
09 - The Devil Escaped From The Earth
10 - Compulsive Gambler
11 - In The Silence of The Grave

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Airbourne - Black Dog Barking (2013)

Banda: Airbourne
Álbum: Black Dog Barking
Ano: 2013
Gênero: Hard Rock
País: Austrália
Membros: Joel O'Keeffe (vocal e guitarra), David Roads (guitarra), Justin Street (baixo) e Ryan O'Keeffe (bateria).

01 - Ready To Rock
02 - Animalize
03 - No One Fits Me (Better Than You)
04 - Back In The Game
05 - Firepower
06 - Live It Up
07 - Woman Like That
08 - Hungry
09 - Cradle To The Grave
10 - Black Dog Barking

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domingo, 12 de maio de 2013

Sirenia - Seven Widows Weep (Single) (2013)

Banda: Sirenia
Álbum: Seven Widows Weep (Single)
Ano: 2013
Gênero: Doom Metal
País: Noruega
Membros: Ailyn (vocal feminino), Morten Veland (vocal gutural, guitarra, baixo, bateria e teclados), Jan Erik  Soltvedt (bateria).

01 - Seven Widows Weep (Edit)
02 - Ditt Endelikt (Edit)

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sábado, 11 de maio de 2013

Keep Of Kalessin - Discografia

Para quem é fã de música pesada, Noruega e Black Metal são praticamente sinônimos, em razão da quantidade de bandas que surgiu e ainda surge no país inspirados por mestres do estilo, tais como Mayhem, Burzum e Immortal. Um desses nomes que veio um pouco depois, mas que representa muito bem a cena do passado é o Keep Of Kalessin.
O conjunto surgiu em 1993 sob o nome de Ildskjaer. Três anos depois, já com o nome de Keep Of Kalessin, quando era formado por Ghâsh (vocal), Arnt "Obsidian C." Ove Grønbech (guitarra e sintetizadores), Øyvind "Warach" A. Winther (baixo) e Vegar "Vyl" Larsen (bateria), lançou sua primeira demo, intitulada Skygger av Sorg.
Em 1997, sai o seu debut, chamado Through Times Of War, que mescla as influências do tradicional Black Metal Norueguês, com passagens mais modernas aliadas ao uso de instrumentos como piano, teclados e sintetizadores.
Em seu início, o conjunto adotava uma temática e um visual mais obscuro, algo que seria modificado com o passar dos tempos.
Em 1999, lançam seu segundo álbum, Agnen: A Journey Through The Dark. Nesse disco, a banda aprofundou sua temática na obra de Ursula K. LeGuin, em especial na trilogia Earthsea que, inclusive, havia inspirado o próprio nome do conjunto. Em Agnen: A Journey Throught The Dark, a banda começa a se diferenciar ainda mais do tradicional Black Metal Norueguês, buscando soar mais original. A presença de riffs mais pro Thrash Metal, aliados a uma cozinha que lembram mais o Death Metal, o conjunto consegue juntar tudo isso com grande eficiência, se tornada uma banda de Black Metal com o um som muito pesado.
A banda resolve dar uma parada em 2000 e volta totalmente restrutura em 2003. Obsidian Claw se mostra o líder do Keep Of Kalessin e conduz o retorno, que é marcado pelo compacto Reclaim, que sai no mesmo ano. Além Odsidian  que toca guitarra, baixo e sintetizadores, contribuem com o álbum o baterista
Kjetil-Vidar "Frost" Haraldstad do Satyricon e o vocalista Attila Csihar do Mayhem.
Em 2004, Gronbech ganhou destaque por sua prisão no Canadá durante a turnê com o Satyricon pelo país, sob a acusação de haver drogado e estuprado uma mulher juntamente com o guitarrista Steinar "Azarak" Gundersen no tour-bus da banda após um show em Toronto. Ambos foram liberados sob fiança e mais tarde as acusações de estupro foram retiradas.
Um novo álbum de inéditas somente viria em 2006, com a formação sendo Torbjørn "Thebon" Schei (vocal), Robin "Wizziac" Isaksen (baixo), além dos já conhecidos Obsidian C. e Vegar "Vyl" Larsen.
Armada é um disco que consolidou o Keep Of Kalessin como um dos principais nomes do estilo, chamando a atenção pelo seu peso absurdo.
O disco seguinte, Kolossus, lançado em 2008, demonstrou que o conjunto não ficaria preso a nenhum rótulo, pois se afastou um pouco do Black Metal em algumas passagens, soando até mesmo como um conjunto de Viking Metal.
A evolução de Kolossus foi concretizada com Reptilian, de 2010, que deixou o peso de lado, para investir em melhores harmonizações e em mais vocais limpos. Embora tudo ainda soe bastante obscuro, o som presente em Reptilian traz um ar mais épico e acessível, algo que com certeza desagradou alguns dos fãs mais antigos.
Em março de 2013, Torbjørn "Thebon" Schei deixou o conjunto e vocais foram assumidos por Obsidian C., com a banda se tornando um trio. O primeiro lançamento da nova formação é o compacto Introspection, que saiu em maio de 2013. Embora tenha apenas três faixas, trata-se de um álbum matador que demonstra todo o poder de fogo do conjunto e mostra todo o potencial que Obsidian C. tem, expondo ótimas linhas vocais. Resta agora, aguardar o próximo álbum que, com certeza, será bruto!


 Skygger av Sorg (Demo) - 1996

01 - Skygger Av Sorg I
02 - Ruiner Av En Krig
03 - Skygger Av Sorg II


 Through Times Of War - 1997

01 - Through Times Of War
02 - Den Siste Krig
03 - As A Shadow Cast
04 - I Choose To Suffer
05 - Skygger Av Sorg
06 - Obliterator
07 - Nectarious Red - Itch

 Agnen: A Journey Through The Dark - 1999

01 - Dragonlord
02 - As Mist Lay Silent Beneath
03 - I Deny
04 - Pain Humanised
05 - Orb Of Man
06 - Dryland
07 - Towards I Roam
08 - Agnen

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 Reclaim - EP - 2003

01 - Traveller
02 - IX
03 - Come Damnation
04 - Obliterator
05 - Reclaim

 Armada - 2006

01 - Surface
02 - Crown Of The Kings
03 - The Black Uncharted
04 - Vengeance Rising
05 - Many Are We
06 - Winged Watcher
07 - Into The Fire
08 - Deluge
09 - The Wealth Of Darkness
10 - Armada

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 Kolossus - 2008

01 - Origin
02 - A New Empires Birth
03 - Against The Gods
04 - The Rising Sun
05 - Warmonger
06 - Escape The Union
07 - The Mark Of Power
08 - Kolossus
09 - Ascendant

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 Reptilian - 2010

01 - Dragon Iconography
02 - The Awakening
03 - Judgement
04 - The Dragontower
05 - Leaving The Mortal Flesh
06 - Dark As Moonless Night
07 - The Divine Land
08 - Reptilian Majesty


 Introspection - EP - 2013

01 - Introspection
02 - Flight Of The Hatchling
03 - The Dragontower (Extreme Version)




Biquini Cavadão - Roda-Gigante (2013)

Banda: Biquini Cavadão
Álbum: Roda-Gigante
Ano: 2013
Gênero: Pop Rock
País: Brasil
Membros: Bruno Gouveia (vocal), Carlos Coelhos (guitarra), Álvaro Birita (bateria) e Miguel Flores da Cunha (teclados).

01 - Amanhã É Outro Dia
02 - Roda Gigante
03 - Entre Beijos e Mais Beijos
04 - Acordar Pra Sempre Com Você
05 - É Dia de Comemorar
06 - Descer As Ondas
07 - O Último A Saber
08 - Eu Sorrio
09 - Outra
10 - Quem Eu Sou
11 - Agora É Moda
12 - Sem Rotina

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