Social Icons

Featured Posts

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Cannibal Corpse - A Skeletal Domain (2014)

Banda: Cannibal Corpse
Álbum: A Skeletal Domain
Ano: 2014
Gênero: Death Metal
País: Estados Unidos
Membros: George Fisher (vocal), Pat O'Brien (guitarra), Rob Barrett (guitarra), Alex Webster (baixo) e Paul Mazurkiewicz (bateria).

01 - High Velocity Impact Spatter
02 - Sadistic Embodiment
03 - Kill Or Become
04 - A Skeletal Domain
05 - Headlong Into Carnage
06 - The Murderers Pact
07 - Funeral Cremation
08 - Icepick Lobotomy
09 - Vector of Cruelty
10 - Bloodstained Cement
11 - Asphyxiate To Resuscitate
12 - Hollowed Bodies

Download
(Ulozto. Só clicar em "Download" ou "Stáhnout" [se estiver em tcheco], preencher o captcha e apertar enter.)

Download
(Mega. Se a página não abrir, tente em outro navegador).

U2 - Songs of Innocence (2014)

Banda: U2
Álbum: Songs of Innocence
Ano: 2014
Gênero: Alternative Rock
País: Irlanda
Membros: Bono Vox (vocal e guitarra), The Edge (guitarra e teclados), Adam Clayton (baixo) e Larry Mullen Jr. (bateria).

01 - The Miracle (of Joey Ramone)
02 - Every Breaking Wave
03 - California (There Is No End To Love)
04 - Song For Someone
05 - Iris (Hold Me Close)
06 - Volcano
07 - Raised By Wolves
08 - Cedarwood Road
09 - Sleep Like A Baby Tonight
10 - This Is Where You Can Reach Me Now
11 - The Troubles

Download
(Ulozto. Só clicar em "Download" ou "Stáhnout" [se estiver em tcheco], preencher o captcha e apertar enter.)

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Darkwater - Discografia

Não se julga um disco pela capa, nem uma banda pelo nome, mas eu costumo defender que é necessário que uma banda tenha um nome interessante e que as capas tenham arte bonita para incentivar um ouvinte a conhecê-la. Quem nunca baixou ou comprou um álbum pela capa ou pelo nome da banda? Nem sempre ficamos satisfeitos com o que ouvimos, mas muitas vezes ficamos.
No que diz respeito ao título da banda, bom... o Darkwater não é tão atrativo. Porém, como não se pode julgar pelas impressões precipitadas, é sempre interessante dar uma chance. E esses caras com certeza vão te agradar - e muito - se você gostar de um bom Progressive Metal melodiado por rastros de Power Metal.
Músicas longas. Sonoridade com forte característica Progressiva. Vocal agudo e em tom alto. Muitos, muitos duetos de solos de guitarra e principalmente teclados, velozes como exige o estilo. Atmosfera governada pelos sintetizadores. Guitarras com quebradas Progressivas. Refrões de fácil assimilação. Canções gostosas de se ouvir. É isso que o quinteto sueco inicialmente composto por Henrik Båth (vocal e guitarra), Markus Sigfridsson (guitarra), Karl Wassholm (baixo), Tobias Enbert (bateria) e Magnus Holmberg faz, e com muita qualidade, meu filho!
O grupo foi formado em 2003 na cidade de Borås, mas demorou um tempinho pra lançarem o primeiro álbum de estúdio. Enquanto as composições iam devagar tomando forma, os caras realizavam alguns shows em algumas localidades de seu país. Com o tempo, assinaram contrato com a Ulterium Records.
Dois mil e sete foi o ano de lançamento do álbum de estreia, que recebeu o nome "Calling The Earth To Witness". Trata-se de um registro que ostenta um Progressive Metal em essência abundante. O leve Power Metal introduzido, de forma sutil e certeira, suaviza a sonoridade, mas não a afeta de forma profunda ao ponto de distorcer o Prog. As músicas são bem longas, desembocando em um disco com 68 não-massantes minutos totais de duração. Com um disco tão foda, não foi à toa que a banda colheu tão positivas resenhas ao redor do mundo.
No ano seguinte, após o lançamento do vídeo clipe de "The Play Part II", o conjunto deixou as bordas de seu país pela primeira vez e atravessou o oceano até os Estados Unidos, onde se apresentaram no Bay Area Rock Fest ao lado de bandas como Scott Soto e Liquid Tension Experiment.
A única alteração na formação até o momento ocorreu em 2009 devido a saída do baixista Karl Wassholm. A caça por um substituto os levou até Simon Andersson (ex-Pain of Salvation), que ingressou no grupo.
"Where Stories End" é o nome do álbum subsequente dos suecos, lançado em 2010. Notavelmente a banda preservou o direcionamento do antecessor, mas acoplando certo amadurecimento que resultou em músicas mais precisas, construídas de forma mais coesa e de um pouco mais fácil assimilação. Os refrões são mais melódicos e as músicas, mais curtas. Disco forte, de muita qualidade e ainda mais fácil de cativar o ouvinte. Assim como "Calling The Earth To Witness", ele não é cansativo, é bom demais de ouvir e provavelmente você ouvirá os dois discos em sequência. Novamente, positivas críticas por parte da mídia especializada foram colhidas.
Atualmente estão trabalhando no lançamento do terceiro álbum, que ainda não tem nome, capa, nem data de lançamento definida. Deve sair em algum momento de 2015.


 Calling The Earth To Witness (2007)

01 - 2534167 (Intro)
02 - All Eyes On Me
03 - Again
04 - Habit
05 - The Play Part I
06 - The Play Part II
07 - Shattered
08 - Tallest Tree
09 - In My Dreams


 Where Stories End (2010)

01 - Breathe
02 - Why I Bleed
03 - Into The Cold
04 - A Fools Utopia
05 - Queen of The Night
06 - In The Blink of An Eye
07 - Fields of Sorrow
08 - Without A Sound
09 - Walls of Deception


segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Fängörn - Discografia

Fazer Folk Metal, muitas, muitas bandas fazem. Mas com qualidade, de modo impressionante, que realmente prenda a pessoa... bom, aí são outros quinhentos... pelo menos pra mim, que gosto muito do estilo, mas é raro eu apontar e dizer "esse álbum aqui é caralhoso". Se você está afim ou com saudade de ouvir uma banda da linha que o faça repetir a audição de algum disco e que ao mesmo tempo seja bastante desconhecida, então aqui está a oportunidade.
O Fängörn (sim, o mesmo nome daquela floresta d'O Senhor dos Anéis) é uma banda originária de São Petersburgo, na Rússia, formada no ano de 2007. Claramente, a proposta sempre foi alcançar um som que não apenas soe medieval, pagão, mas também seja épico, envolvente e volumoso.
Após conquistar um contrato com o selo Purity Through Fire, o quinteto composto por Vitaliy Senchenko (vocal gutural e teclados), Vladimir Fedorov (vocal limpo e guitarra), Alexandr Dunaev (guitarra), Vladimir Pronin (baixo) e Ivan Kashirin (bateria) lançou em 2010 o primeiro álbum, que recebeu o nome "Mysterious Land". O disco é incrivelmente curto, tendo apenas 30 minutos de duração, mas a experiência é muito boa. A sonoridade é um Folk interpretado à base de teclados e violões (fora o peso do lado Metal), sobrepostos por vocais que alternam entre o gutural rasgado do Black Metal, vocais limpos e coros.
No ano seguinte, após a saída do baterista Ivan Kashirin e consequente entrada de Alexandr Byhovskiy, uma demo intitulada "Promo 2011" foi lançada de forma independente trazendo duas faixas: "Stormbringer", que viria a compor o disco seguinte, e "Temple of The King", cover do Rainbow. A demo abriu caminho para a assinatura de contrato com o selo compatriota Sound Age Productions, que é geralmente mais voltado a bandas de Folk Metal e inclusive tinha contrato com o Arkona, antes de assinarem com a poderosa Napalm Records.
Agora sob nova guarda e após a volta do baterista Ivan Kashirin e saída do guitarrista Alexandr Dunaev, sai em 2012 o fodaço álbum "Where The Tales Live On". Esse trabalho é impressionante, com um clima maravilhoso e ainda tem quase que o dobro de duração do antecessor. A banda se mostra mais madura, mais criativa, mais profissional e, claro, mais épica. As guitarras têm mais harmonia, os coros grudam na cabeça, os sintetizadores têm uma gama maior de efeitos, a atmosfera é mais encorpada, mais épica, alguns trechos de músicas são mais violentos, e, adocicando ainda mais o Folk, acordeões, flautas e violinos são finalmente introduzidos, tocados por membros de sessão. As músicas têm real energia, alegria, vivacidade... tudo que um Folk de qualidade precisa. A experiência ainda fica cada vez melhor no decorrer do álbum, principalmente da terceira faixa "Sirens' Island" em diante. Pra quem é gamer, vai dar uma gostosa nostalgia de jogos como Age of Empires II, The Settlers VI, Stronghold e outros da linha... sempre acho interessante fazer essa ligação com esses jogos porque faz dar uma sensação vívida do que se trata a bagaça.
Em 2013, o segundo guitarrista Ivan Zvyagincev ingressou no conjunto.
Infelizmente, isso é tudo lançado por esses russos até o momento. Pelo menos o que temos disponível até agora é sensacional e merece os ouvidos do público que curte a linha. Novos trabalhos não devem demorar tanto para serem lançados.


 Mysterious Land (2010)

01 - Mysterious Land
02 - Under The Banner of Berserk
03 - Beautiful Spring
04 - Forgotten Hero
05 - Shield and Sword
06 - Крепкое Пиво Троллей
07 - The Long Way

Download

 Promo 2011 (Demo) (2011)

01 - Stormbringer
02 - Temple of The King (Rainbow Cover)

Download

 Where The Tales Live On (2012)

01 - Everything's Just Begun
02 - Miles Away From Home
03 - Stormbringer
04 - Sirens' Island
05 - Таверна "Троллья Нора"
06 - Swamp Feast
07 - Smoldering Fire
08 - Where The Tales Live On
09 - The Road To Stonehenge
10 - Sword of Discord (The First Sword)
11 - Last Way


sábado, 6 de setembro de 2014

Slash - World On Fire (2014)

Banda: Slash
Álbum: World On Fire
Ano: 2014
Gênero: Hard Rock
País: Estados Unidos
Membros: Myles Kennedy (vocal), Slash (guitarras), Todd Kerns (baixo) e Brent Fitz (bateria).

01 - World On Fire
02 - Shadow Life
03 - Automatic Overdrive
04 - Wicked Stone
05 - 30 Years To Life
06 - Bent To Fly
07 - Stone Blind
08 - Too Far Gone
09 - Beneath The Savage Sun
10 - Withered Delilah
11 - Battleground
12 - Dirty Girl
13 - Iris of The Storm
14 - Avalon
15 - The Dissident
16 - Safari Inn
17 - The Unholy

Download
(Ulozto. Só clicar em "Download" ou "Stáhnout" [se estiver em tcheco], preencher o captcha e apertar enter.)

Unearthly - The Unearthly (2014)

Banda: Unearthly
Álbum: The Unearthly
Ano: 2014
Gênero: Black/Death Metal
Origem: Rio de Janeiro, Rio de Janeiro - Brasil
Membros: Felipe Eregion (vocal e guitarra), Vinnie Tyr (guitarra, sintetizadores e samples), M. Mictian (baixo) e B. Drumond (bateria).

01 - The Sin Offering
02 - The Confidence of Faith
03 - Eshu
04 - The Unearthly
05 - Agens Mortis
06 - Chant From The Unearthly Rites
07 - Where The Sky Bleeds In Red
08 - The Dove and The Crow
09 - From Womb To Reborn
10 - The Fire of Creation
11 - Aisle To Everlasting
12 - We Who Are Not As Others (Sepultura Cover)

Download
(Ulozto. Só clicar em "Download" ou "Stáhnout" [se estiver em tcheco], preencher o captcha e apertar enter.)

Rainbow - History (Compilation) (2014)

Banda: Rainbow
Álbum: History (Compilation)
Ano: 2014
Gênero: Hard Rock/Heavy Metal
País: Inglaterra
Última formação: Doogie White (vocal), Ritchie Blackmore (guitarra), Greg Smith (baixo), John Micelli (bateria) e Paul Morris (teclados).

CD 1:
01 - Man On The Silver Mountain
02 - Catch The Rainbow
03 - The Temple of The King
04 - Sixteenth Century Greensleeves
05 - Still I'm Sad
06 - Tarot Woman
07 - Run With The Wolf
08 - Starstruck
09 - Do You Close Your Eyes
10 - Stargazer
11 - Long Live Rock & Roll
12 - Lady of The Lake
13 - Gates of Babylon
14 - Kill The King
15 - Rainbow Eyes
16 - All Night Long
17 - Eyes of The World
18 - Since You Been Gone
19 - Danger Zone
20 - Lost In Hollywood

CD 2:
01 - I Surrender
02 - Spotlight Kid
03 - Magic
04 - Can't Happen Here
05 - Difficult To Cure (Beethoven's Ninth)
06 - Death Alley Driver
07 - Stone Cold
08 - Power
09 - Miss Mistreated
10 - Eyes of Fire
11 - Can't Let You Go
12 - Anybody There
13 - Desperate Heart
14 - Street of Dreams
15 - Snowman
16 - Wolf To The Moon
17 - Ariel
18 - Too Late For Tears
19 - Black Masquerade
20 - Hall of The Mountain King

Download
(Ulozto. Só clicar em "Download" ou "Stáhnout" [se estiver em tcheco], preencher o captcha e apertar enter.)

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Optical Faze - Discografia

Ah... o Brasil! Provavelmente você já ouviu diversas vezes alguém dizer "tem muita banda foda pelo Brasil afora, só falta o reconhecimento", certo? Então me permita dizer isso mais uma vez. Só pra frisar mesmo. O nosso país tem representantes de muita qualidade em todas as vertentes do Rock e do Metal. Isso é mais que evidente.
Quando se fala em Metal moderno, vêm à cabeça bandas de Metalcore ou Nu Metal, geralmente oriundas dos Estados Unidos ou Reino Unido. No entanto, aqui está um puta exemplar de Metal contemporâneo de qualidade e competência vindo lá da capital da nossa terra: Brasília, no Distrito Federal.
Atualmente consistindo em Mateus Araújo no vocal e guitarra, Jorge Rabelo também na guitarra, Vicente Júnior no baixo, Renato de Souza na bateria e Pedro Gabriel nos teclados e sintetizadores, o Optical Faze desempenha a difícil tarefa de executar (dependendo do trabalho, fundir) elementos de Nu Metal, Metalcore, Alternative Metal e, melhorando tudo ainda mais, uma veia Atmosférica cibernética. O resultado é uma musicalidade moderna (até futurista), viajante e muito bem construída. Conforme vão demonstrando, a cada álbum dominam ainda mais a proposta e apresentam cada vez mais lucidez.
As atividades começaram em 2000, sendo que já em 2001 conseguiram boa exposição pública ao tocarem no Porão do Rock, famoso festival local. O que os colocou no set daquele ano foi o fato da revista oficial do evento ter considerado os rapazes como revelação do ano, após duas demos lançadas: "Evolution" e "The Saturation Chamber", que saíram naquele mesmo ano. A qualidade da gravação de ambas não é das melhores, mas dá pra identificar sem dificuldades que a proposta musical inicial era bastante voltada para o Nu Metal. Isso, na verdade, se arrastaria por um bom tempo ainda.
Foi apenas em 2005 que o álbum debut foi lançado. Também de forma independente, o ótimo disco recebeu o nome "I", em trocadilho com a palavra "eye", que se pronuncia da mesma forma. O olho, inclusive, é um insistente tema da banda. Nesse registro, a banda apresenta notáveis avanços tanto na qualidade de gravação (que é limpa) quanto no amadurecimento da sonoridade. Executam uma sonoridade que o Nu Metal é a vertente mais latente, mas resquícios de Metalcore também são notados, além da introdução dos sintetizadores cibernéticos, dando um aspecto cibernético e computadorizado às canções. A forma como Mateus Araújo canta é típica do Nu Metal, com uma técnica que esbanja forte drive, bem rasgado, não chegando, no entanto, ao gutural, mas trechos mais limpos também mostram as caras em alguns momentos. A recepção do disco foi muito boa tanto no Brasil quanto no exterior.
Um ano mais tarde, os brasilienses chegaram com um novo trabalho, mas dessa vez diferente tanto em formato quanto em abordagem musical. Ao invés de demo ou álbum, agora apareceram com um EP de quase meia-hora, intitulado "Riots In The Iris Sea". Quanto à abordagem, ela é diferente pois a musicalidade é mais crua, mais orgânica. Tocando um Nu Metal mais puro e afastando os sintetizadores modernos (limitando-os ao background), esse registro lançado apenas digitalmente trás uma nostalgia muito vívida do Slipknot nos tempos do homônimo de 1999 e "Iowa", de 2001. Ótimo trabalho. Todavia, a qualidade de gravação é um pouco abafada, deixando evidente a independência do trabalho.
Comemorando os dez anos de estrada, a single promocional "Black Hole Iris" foi lançada apenas em formato digital, contendo duas faixas. Ambas trazem novo avanço na maturidade do conjunto, além do desenvolvimento do lado Metalcore, revelado principalmente através do trabalho com a bateria, algo fodaço. O ambiente obscuro que os teclados propiciam torna a musicalidade ainda mais densa e profunda, casando perfeitamente com o peso dos demais instrumentos, tocados com autoridade. Era o Optical Faze começando a tender para a postura que atualmente ostenta. O feedback foi compreensivelmente positivo, empolgando-os e culminando num apaixonado e dedicado trabalho de composição do segundo álbum de estúdio, tarefa que perdurou ao longo do ano de 2011.
O maravilhoso fruto de todo o empenho pode ser colhido em 2013. Gravado em janeiro de 2012 no Surplus Sound Studio, em Los Angeles, Estados Unidos, mixado por Rhys Fulber (Fear Factory, Paradise Lost) e masterizado por Maor Appelbaum (Cynic, Sepultura), "The Pendulum Burns" finalmente rechaça o aspecto de banda independente que o conjunto vinha tendo e exibe um Optical Faze em alto nível; a nível internacional. Diferente dos registros anteriores, esse disco tem uma sonoridade mais voltada para um Atmospheric Metalcore fundido ao Alternative Metal. É uma musicalidade profunda, com vigorosa incidência dos teclados, atingindo seus sentimentos e trazendo imagens cinematográficas à mente, como aqueles filmes que o fazem encucar com algum mistério.
Normalmente, a grande crítica contra o Metalcore é quando o vocalista canta limpo, pois geralmente é de forma mais afeminada. Não é o que acontece com o Optical Faze, pois os trechos limpos são cantados ao estilo Alternative Metal da mais alta das qualidades. É marcante! Falando de forma bruta, é Metalcore másculo. Enfim, "The Pendulum Burns" é um trabalho fantástico, moderno, e responsável pleno pelo justo crescimento que os brasilienses estão tendo. É um trabalho que os destaca em meio a tantas bandas existentes. No entanto, não é a primeira audição que vai fazer o ouvinte chegar à essa conclusão; várias são necessárias para melhor assimilação, e vá por mim: quanto mais você ouve, mais se encanta.
Conhecer e se impressionar com novas bandas do cenário brasileiro é uma coisa que jamais vai me cansar. Aposto que com todo mundo é assim também. Ouvir álbuns fodaços de bandas do nosso país é sempre especial. Não deixe de conferir o som desses caras, que transbordam profissionalismo. Curtam a página no Facebook. Comprem os discos. É o Brasil representando em todas as vertentes!


 Evolution (Demo) (2001)

01 - Intro For The Pain
02 - Real Notion
03 - People
04 - Hell Creation


 The Saturation Chamber (Demo) (2001)

01 - Lost Boys
02 - New Evolution
03 - Hell Creation


 I (2005)

01 - One Second
02 - Rise Above It
03 - Influenza
04 - Insensitive Sense
05 - Amorphophallus Titanum
06 - 18 Steps
07 - New Moments of Truth
08 - Cyca Revoluta
09 - I'm Your Life
10 - Shattered Apart
11 - Phosgene Oxime
12 - Shade Goin' Ahead
13 - Gummatous (Destruction of Face)


 Riots In The Iris Sea (EP) (2007)

01 - Electroshock Therapy
02 - I Am Deceiving
03 - Open Sore
04 - My New Condition
05 - The Big Cut
06 - Fixed Point


 Black Hole Iris (Single) (2010)

01 - Reverse Alchemy
02 - Black Hole Iris


 The Pendulum Burns (2013)

01 - Trail of Blood
02 - Pressure
03 - Moment of Nothing
04 - One Way Path
05 - Lie To Protect
06 - Mindcage
07 - Carved
08 - Red Sun
09 - The Collapse
10 - Ghost Planet


terça-feira, 2 de setembro de 2014

Thyrfing - Discografia

É bastante comum encontrar bandas com temática viking hoje em dia. É uma coisa que de fato deu certo, pelo resgate da cultura, pelas letras, e, acima de tudo, pela qualidade das bandas. Mas geralmente as bandas mais conhecidas desse ramo executam o Viking Metal ao lado de um Death Metal, com ou sem Folk. Difícil é achar uma banda realmente conhecida que, ao invés do Death Metal, faça uso do Black Metal para executar a mesma proposta. Ao que parece, infelizmente essas bandas ficam escondidas por sob camadas de bandas que fazem algo um pouco mais acessível. Uma pena, pois são excelentes. Mesclar temáticas anciãs da Escandinávia, Black Metal e uma boa dose de teclados tem como resultado uma atmosfera intensa, até difícil de assimilar, e sobretudo, negra, por mais melódicos que os teclados possam fazer parecer. Isso talvez descreva bem o Thyrfing, a princípio.
Com grande interesse na Mitologia Nórdica e na cultura anciã de seu povo, um grupo de amigos suecos composto por Patrik Lindgren (guitarra), Kimmy Sjölund (baixo), Joakim Kistensson (bateria) e Peter Löf (teclados) resolveu levar essa fascinação um pouco mais adiante e montar aquilo que inicialmente era para ser apenas um projeto paralelo, uma vez que Patrik e Joakim tinham outra banda principal, o Pantheon. Com isso, inspirando-se no nome da Tyrfing (uma poderosa espada mágica da Mitologia Nórdica), nasceu o Thyrfing em 1995, na capital sueca, Estocolmo.
Como um quarteto, ainda no ano de formação os caras gravaram a primeira demo "Solen Svartnar", com Joakim Kristensson tanto na bateria quanto no vocal. Um ano mais tarde, após o ingressamento do vocalista Thomas Väänänen, uma segunda demo foi gravada e lançada, agora intitulada "Hednaland". A boa repercussão dos dois registros independentes despertou o interesse da Hammerheart Records, com quem assinaram em 1997.
Agora com um contrato profissional em mãos, a coisa ficou perfeita para o lançamento do debut. Nomeado com o mesmo nome da banda, o primeiro álbum de estúdio foi lançado em março de 1998 e para mim já é, de cara, um dos melhores trabalhos da banda. Trata-se de um Black Metal tocado em consonância com um Viking Metal que deixa o Black com arranjos mais versáteis e convidativos, algo coroado com teclados que dão um ar bastante viajante à sonoridade. A profundeza e o som sintetizado em si criado por ele deixa esse registro bastante único.
Mais tarde, ainda em 1998, o guitarrista Vintras ingressaria, mas sua estada seria bastante curta. Logo, Henrik Svegsjö ocuparia a posição de segundo guitarrista e trabalharia por bastante tempo com o grupo. Mas à altura que ele entrou, a banda já tava bastante avançada na composição do álbum seguinte. Por não ter participado do desenvolvimento, nem gravado nada, seu nome não foi creditado no disco.
Esse disco é o "Valdr Galga", que saiu já em março de 1999 e preserva o direcionamento de seu pai, mas com uma levada um pouco mais sinfônica, no entanto, menos profunda. O vocal também começa a sofrer mudanças de abordagem, pois não fica apenas nos rasgados abertos do Black Metal. Ele também dá umas fechadas.
Meses mais tarde, em novembro, a compilação "Hednaland" foi lançada e distribuída pela Unveiling The Wicked Records. Limitada a 1000 cópias, a coletânea é composta pelas duas primeiras demos.
Em 2000 foi a vez do álbum "Urkraft" ser lançado. Sua sonoridade deixa completamente de lado a profundeza dos anteriores, mas aposta na força, no peso, e no medievalismo. Os teclados soam bem mais medievais, um grande aliado da harpa introduzida com alguma frequência. Abrindo melhor o leque de alternativas, aqui também se encontram mais coros, e também mais vocais limpos, algo que não é novidade desde a época das demos, mas sempre foram cantados por membros de sessão. Interessante e inesperada é a décima segunda faixa: um cover de "Over The Hills and Far Away", do Gary Moore, cuja versão cover mais conhecida pelos headbangers atuais é a que o Nightwish fez. A versão do Thyrfing não foi repaginada como a dos finlandeses, pois é bastante próxima da original. Essa música é um espetáculo!
Enfim quebrando o ritmo acelerado de lançar um álbum por ano, "Vansinnesvisor" chega em 2002 impondo um Thyrfing um pouco mais sério, digamos assim. A sonoridade se "fechou" bastante, tornando o disco difícil de assimilar com poucas ouvidas. Porém, é bem maduro, bem pesado, e os teclados muito mais utilizados para enegrecer o background do que para compôr arranjos mais evidentes. Muito mais raivoso, agressivo e veloz, "Vansinnesvisor" marca o início de uma nova fase onde a sonoridade é mais turbulenta e energética. Mas todos os instrumentos complementares como harpas, violões e coisas mais Folk se mantêm.
A turnê de divulgação começou devagar, abrindo shows para Freedom Call e Dismember, e depois sendo "headliner", à frente de Shadowbreed e Cruachan. Em 2003 os shows já foram um pouco mais frequentes, muitos deles com grande exposição ao tocar em festivais como Generation Armageddon Festival, 2000 Decibel e Wacken Open Air.
O quinta álbum de estúdio recebeu o nome "Farsotstider". Lançado pela Regain Records em novembro de 2005, mais uma vez encontramos um Thyrfing maduro e com atmosfera esmagadora. O background está cinematográfico. Poderoso. Esse clima épico e aparentemente orquestrado trás à cabeça imagens de sangrentas batalhas vikings de cinema, e o mais interessante: acontecendo à noite. É difícil não sentir um clima noturno com músicas que soam de tal forma. Algo muito interessante de se notar é que, à medida que os caras vão dominando a própria proposta e amadurecendo, todos os elementos da sonoridade ficam cada vez mais coesos, sem parecer deslocados, e as canções em geral, mais criativas. Exemplo disso é o Folk com violões, os teclados, os coros e backing vocals, todos juntos na mesma música, e ainda assim, tão perfeitos, como se todos os elementos fossem naturais do Metal. Esse disco é fantástico!
A turnê de divulgação os levou pela primeira vez para fora do continente europeu, atravessando o Oceano Atlântico até os Estados Unidos, onde tocaram ao lado de Moonsorrow e Primordial no festival Columbia Heights.
Após muitos anos de formação estável, a quebra do fato aconteceu em 2007, quando a banda anunciou no site oficial que o vocalista Thomas Väänänen e o guitarrista Henrik Svegsjö estavam se desligando do conjunto devido a falta de motivação. Apenas a vaga de Thomas seria ocupada, pelo excelente Jens Rydén (ex-Naglfar). O posto de guitarrista permaneceu, por enquanto, vago.
Dessa forma, sai em 2008 o primeiro disco com uma nova face na linha de frente, intitulado "Hels Vite". A característica vocal de Jens é diferente da de Thomas, uma vez que seu gutural é mais fechado, mais monstruoso, e ela ainda atua em alguns trechos de um modo mais teatral, meio louco, desesperado. Instrumentalmente falando, o disco recebe influências Progressivas e se afasta do Black Metal, deixando o ritmo mais cadenciado, arrastado, e, como manda o manual, com músicas mais longas. Mas aquele plano de fundo negro, denso e épico se mantém como havia sendo.
Foi somente em 2009 que o segundo guitarrista, Fredrik Hernborg, foi adicionado. Enquanto novidades não eram anunciadas, o tempo ia passando, até que em 2012 o baixista Kimmy Sjölund deixou a banda, após 17 anos na estrada. O fato levou a uma reformulação onde o baterista Joakim Kristensson passou a se dedicar ao contrabaixo e um novo baterista, Dennis Ekdahl, foi contratado.
O disco mais recente é chamado "De Ödeslösa" e saiu em 2013 através da NoiseArt Records. Novamente, mais um disco com o perfil que o Thyrfing passou a desenvolver a partir de "Vansinnersvisor", só que funcionando meio que como uma extensão do "Hels Vite", por ser bem parecido, Progressivo, distante do Black Metal. No entanto, aqui os teclados são bem mais incidentes do que no anterior, transcorrendo através de várias camadas. Mais um excelente disco, pra variar.
Pra quem gosta de uma musicalidade pesada, Extrema, ao mesmo tempo em que é Folk e bem ambiental, o Thyrfing é uma boa pedida, na certa. Os caras não têm álbum ruim! Banda que esbanja toda a qualidade que a Suécia tem a oferecer.


 Solen Svartnar (Demo) (1995)

01 - Intro
02 - Solen Svartnar, Part I
03 - Solen Svartnar, Part II
04 - Slaget
05 - ...Ty Mörkret Skall Falla
06 - Outro


 Thyrfing (1998)

01 - Raven Eyes
02 - Vargavinter
03 - Set Sail To Plunder
04 - Ur Askan Ett Rike
05 - Celebration of Our Victory
06 - A Burning Arrow
07 - En Döende Mans Förbannelse
08 - Hednaland
09 - Wotan's Fire
10 - Going Berserk


 Valdr Galga (1999)

01 - Prelude: Heading For The Golden Hall-Storms of Asgard
02 - From Wilderness Came Death
03 - Askans Rike
04 - Valdr Galga
05 - The Deceitful
06 - Arising
07 - Firever
08 - A Moment In Valhalla
09 - Mimer's Well
10 - A Great Man's Return


 Hednaland (Compilation) (1999)

01 - Intro
02 - Hednaland
03 - Vargavinter
04 - När Slaget Är Vunnet
05 - Vi Gingo Ut I Strid
06 - Färd Mot Thrudvang
07 - Solen Svartnar, Part I
08 - Solen Svartnar, Part II
09 - Slaget
10 - ...Ty Mörkret Skall Falla


 Urkraft (2000)

01 - Mjölner
02 - Dryckeskväde
03 - Sweoland Conqueror
04 - Home Again
05 - The Breaking of Serenity
06 - Eldfärd
07 - Ways of A Parasite
08 - Jord
09 - The Slumber of Yesteryears
10 - Till Valfader Urgammal
11 - Urkraft
12 - Over The Hills and Far Away (Gary Moore Cover)


 Vansinnesvisor (2002)

01 - Draugs Harg
02 - Digerdöden
03 - Världsspegeln
04 - The Voyager
05 - Ångestens Högborg
06 - The Giant's Laughter
07 - Vansinnesvisan
08 - Kaos Återkomst


 Farsotstider (2005)

01 - Far Åt Helvete
02 - Jag Spår Fördärv
03 - Farsotstider
04 - Höst
05 - Själavrak
06 - Elddagjämning
07 - Baldersbålet
08 - Tiden Läker Intet


 Hels Vite (2008)

01 - En Sista Litania
02 - Från Stormens Öga
03 - Isolation
04 - Hels Vite
05 - Griftefrid
06 - Becoming The Eye
07 - Tre Vintrar - Två Solar


 De Ödeslösa (2013)

01 - Mot Helgrind
02 - Fordom
03 - Veners Förfall
04 - Illvilja
05 - Kamp
06 - Relik
07 - Vindöga
08 - De Ödeslösa


Avatarium - Discografia

Fazer um Black Sabbath com uma mulher nos vocais. Foi essa ideia, no mínimo inusitada, que uniu os gênios do Metal sueco Leif Edling (baixista, líder do Candlemass) e Mikael Akerfeldt (vocalista e guitarrista, líder do Opeth).
Assim, em 2013, teve o início o projeto Avatarium, porém, antes mesmo de iniciarem o processo de gravação, Mikael foi obrigado a deixar a banda, embora suas influências ainda se façam presentes na sonoridade do conjunto.
A saída do líder do Opeth foi bem compensada, foi junto com Leif Edling, estão presentes outros músicos experientes e já reconhecidos, sendo eles: Marcus Jidell (guitarrista, ex-Evergrey), Lars Sköld (baterista, Tiamat) e Carl Westholm (teclados, ex-Candlemass).
Para completar a formação e ser o principal diferencial do Avatarium, temos a vocalista Jennie An-Smith, que é esposa de Marcus Jidell.
Em razão do prestígio de seus músicos da expectativa criada em cima do projeto, assinaram um contrato com a gigante Nuclear Blast e já partiram para a gravação do primeiro álbum.
Para criar ainda mais expectativa sobre o que estava por vir, soltaram o compacto Moonhorse, que recebeu várias resenhas positivas, ressaltando o pioneirismo e o talento dos membros do Avatarium.
O primeiro álbum, homônimo, também saiu em 2013, e deixou muitos ouvintes entusiasmados e outros, nem tanto.
Nesse ponto, é preciso entender a proposta do conjunto. No compacto tem um cover de War Pigs do Black Sabbath, que é bem diferente da original e já dá pra ter uma ideia de que apenas comparar as bandas e trocar os vocais não é bom negócio.
O esquema aqui é mais calmo, e isso se deve claramente às linhas vocais. O álbum tem ótimos riffs e o peso está presente, bem como aquele clima obscuro e denso característico do Doom Metal, como na ótima Moonhorse, mas os vocais tornam tudo diferente, tirando o peso do som.
Eu demorei um certo tempo para assimilar esse trabalho, pois com Edling à frente de tudo, tinha-se a impressão de que o Avatarium seria o sucessor do Candlemass, mas não é bem assim.
É preciso entender que a proposta é bem diferente e quando se consegue assimilar isso, a audição se torna muito mais agradável.
Faixas como Birds Of Prey e Tides Of Telephaty são dois grandes destaques, que acabam fazendo uma ótima mistura entre a voz suave de Jennie e o peso do restante do conjunto. Sem dúvidas trata-se de uma abordagem mais acessível, mas que, dentro de um estilo tão saturado e sem tantas inovações, há de se dar um crédito ao Avatarium.


 Moonhorse (EP) - 2013

01 - Moonhorse
02 - Boneflower
03 - War Pigs (Black Sabbath Cover)

Download

 Avatarium - 2013

01 - Moonhorse
02 - Pandora's Egg
03 - Avatarium
04 - Boneflower
05 - Bird Of Prey
06 - Tides Of Telepathy
07 - Lady In The Lamp